domingo, 25 de novembro de 2018

3. AS OFICINAS


3. AS OFICINAS
Dando procedimento ao que foi planejando nas reuniões com o grupo de estudos dos conceitos da geografia, aplicamo oficinas em ambiente ao ar livre, no  mês de novembro de 2018. As oficinas seguiram o roteiro de conteúdo programático das turmas. No primeiro momento houve a interação com os alunos e a docente responsável pela turma de 4º e 5º ano e em seguida, fizemos uma apresentação do nosso grupo de estudos e um pequeno exercício de quietude com as crianças para dar início as nossas atividades.

Figura 2: Exercício de quietude dando início a nossas atividades com os alunos das escolas de campo Foto: Paulo Abreu,2018

                                            Fonte: Autor

3.1 Oficina - Região

Depois de uma breve explanação sobre o que viria a ser uma região, usamos uma representação do território brasileiro dividido em seis biomas e cada um com seus animais representantes, esboçado em quatro folhas de cartolina. Depois de distribuídos as cartolinas, lápis de cor e figuras dos animais silvestres, demos inicios as características de cada região, explicando suas especificidades. Durante a explanação os grupos pintavam as regiões, nomeavam-nas e colavam os animais representantes em seus devidos lugares. Com isso mostramos que cada região é capaz de abrigar espécies diferentes e distintas por conta de suas características.

Figura 3 e 4: Oficina realizada em ambiente ao ar livre sobre o conceito de região. Foto: O autor, 2018.



Foto: O autor, 2018.
3.1.2 Território
Para vivenciar o conceito de território para crianças do ensino fundamental usamos do artifício de uma dinâmica para alcançar uma maior abstração e entendimento das crianças. Usamos um jogo, bastante popular, para a explicação. Antes da recreação fizemos uma breve explicação, em sala de aula, do conceito de território e suas características. Baseado no conceito de “espaço vital” formulado por Ratzel, onde cada nação/território necessita de recursos, encontrados em sua própria nação, para desenvolver-se, caso estes estiverem escassos em seu território, essa iria busca-los em outra nação.
 A brincadeira foi a barra bandeira, dividimos a sala em duas equipes (dois supostos países) Bolívia e Brasil e em cada grupo colocamos pipocas com rotuladas em um círculo riscado no chão onde com rótulos da pipoca continham os recursos necessários para o desenvolvimento de cada nação. O objetivo era mostrar que cada território tem seus próprios recursos, e que caso necessário outros grupos podem tentar conquista-los de maneira licita ou não.


Figura 5 e 6: Oficina realizada em ambiente ao ar livre com a dinâmica de barra bandeira sobre o conceito de território.

. Foto: O autor, 2018.

 3.1.3 Paisagem e Lugar

 Dando sequência as oficinas foram dinamizadas as oficinas cuja tema era lugar e paisagem iniciamos com uma breve teorização dos conceitos utilizando o conhecimento prévio dos alunos e os estingando a pensar o que seria uma paisagem. Logo, eles começaram a interagir abordando que a paisagem era formada por plantas, casas, animais.
 Foi passado um conjunto de seis imagens impressas contendo imagens naturais ( sem alterações do homem) e humanizadas ( contendo elementos como casas e prédios) Em seguida foi perguntado se essa paisagem permanecia sem alterações alguns disseram que sim e outros que não, logo, houve a teorização dos conceitos de paisagem natural e humanizada onde através das explicações os discentes poderão compreender que a paisagem natural é aquela que só possui aspectos naturais sem modificações do homem e humanizada contém características das modificações do homem, como as casas, os prédios e até a própria escola deles.  Como dinâmica pedimos para que eles desenhassem o que eles consideravam paisagem do seu caminho de casa e até a escola e em seguida, pedimos para que cada um explicasse os elementos que continham em seus desenhos e se eram naturais ou humanísticos.
Dando continuidade com o conceito de lugar foi teorizado o que seria lugar onde foi introduzido o conceito para as crianças como um dos referenciais indispensáveis à vida, do cotidiano, do trabalho, dos afetos e dos ideais. Depois, junto com as crianças devemos foi trago o conceito de lugar para a geografia dizendo que o lugar é a parte da paisagem onde vivemos e interagimos. É onde criamos nossa identidade, o nosso cotidiano e onde temos uma ligação intimida e afetiva.


Figura 7 e 8 -Oficina de paisagem e lugar onde os alunos desenharão o que eles consideravam paisagem e lugar do seu caminho de casa e até a escola.



Foto: O autor, 2018

3.1.4 Rede

Por último, foi realizado a oficina de rede geográfica com uma breve teorização do conceito que está relacionado ao espaço conectado e interligado. Relacionado ao processo de globalização (avanço tecnológico dos meios de transporte e comunicação) permite a circulação de pessoas, mercadorias e capital. No primeiro momento foi perguntando a criança o que seria redes e por ser um conceito mais delicado quase nenhum soube responder, no entanto, exemplificamos o conceito de rede através do exemplo de uma encomenda trazida de outros países através de uma compra pela internet, bilhões de informações estão atravessando o mundo através de cabos e satélites.
Castrogiovannni e Costella( 2016,p. 283) abordam que que para compreender como o mundo se configura hoje, é necessário que  pense de maneira multiescalar, do global ao local ,e  entre estes o nacional e o regional, todos articulados.  Ou seja, para o entendimento do conceito de redes tivemos que exemplificar o histórico das primeiras navegações feito por navios e as dificuldades até chegar ao destino final e fazer comparação com a atualidade onde transportes como avião é uma das formas rápida de chegar até o destino final com pouco tempo.
Como dinâmica utilizamos a música Dynelândia dos Titãs, onde a letra da música é composta por alguns nomes de países e junto a isto, foi distribuída a letra da música e um mapa mundi impresso onde a partir da leitura da letra as crianças iriam ligando no mapa mundi com lápis colorido um pais ao outro, fazendo assim, a interligação de um pais com om outro e formando a rede geográfica.

Dysnelândia, dos Titãs. Foto: O autor, 2018

Foto: O autor, 2018

Vale ressaltar que sempre era instigado e motivado que todos sem exceção participassem de todas as oficinas para um melhor aprendizado em conjunto.

2. MOVIMENTOS METODOLÓGICOS


No primeiro período de vigência e desenvoltura do projeto, foi formado um grupo de estudos juntamente com o bolsista e o aluno voluntário onde as reuniões acontecem quinzenalmente nas segundas feiras no campus UPE Mata Norte, onde nos apropriamos e debatemos os conceitos de: Lugar, região, território, rede e paisagem para crianças e a aplicação dos mesmos ao ar livre nas escolas de campo. Além disso, tivemos como base de estudo a importância e as dificuldades de uma educação de campo nas escolas na zona rural, visto que, esse tipo de educação é um pouco menosprezado. Durante as reuniões foram planejadas as oficinas que foram ministradas no segundo momento da pesquisa e que se será detalha no decorrer deste descrito.
Além disso, lançamos um blog sobre os conceitos da geografia (aprendendonovosconceitos.blogspot.com) onde o mesmo servirá de meio de divulgação dos movimentos de nossa pesquisa e assuntos relacionados ao ensino de geografia ao ar livre. A segunda parte da nossa pesquisa foi a visitas escolas de campo do município para marcarmos as coordenadas geográficas com GPS, em função da construção do SIG. Nessa ocasião foi apresentado o nosso projeto e foi feito o convite aos professores para participarem do grupo de estudos relacionado aos conceitos chaves da geografia.

. Através da localização das escolas foram registradas as coordenadas geográficas para a elaboração do mapa de localização das mesmas, no programa QGIS

Figura 1: Mapa das localizações das escolas de Campo do município de Carpina-PE
Fonte: autora
O mapa foi construído através do software QGIS, utilizando-se como base, a malha   cartográfica municipal do município de Carpina disponibilizada pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE) e as coordenadas geográficas das escolas marcadas pela bolsista.

1. A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AO AR LIVRE:UMA SALA DE AULA SEM PAREDES


O conceito de educação ao ar livre é algo novo na prática pedagógica no Brasil, no entanto, estudos apontam que as crianças têm a necessidade de brincar e de aprender ao ar livre, pois, além de ser prazeroso, amplia as possibilidades de aprendizagem. Para elas, o lado de fora é muito atrativo, e simbolicamente diferente do lado de dentro das janelas e paredes da sala de aula.O ensinar do lado de fora da sala de aula motiva e leva uma aprendizagem mais eficaz para os alunos.
Os docentes da atualidade precisam ter em mente a educação ao ar livre oferece recursos muitos importantes e proporciona a experiência com a natureza e a aplicabilidades de conhecimentos adquiridos em sala além de trazer benefícios como: Melhor retenção do conhecimento, melhores estratégias de ensino, melhor qualidade no ambiente de aprendizado, as atividades se tornam mais atrativas e divertidas amezinhando muitas vezes as tensões da sala de aula  e ajuda a estabelecer um elo natural entre os estudantes e a comunidade local.
            (RE) significar alguns conceitos geográficos ao ar livre se torta pertinente dentro do campo geográfico pois, o campo é o laboratório da geografia e a compreensão dos conceitos de paisagem, lugar, território, região e rede está atrelado após um olhar minucioso com meio em que se está inserido.  Temos como exemplo, a oficina de lugar e paisagem que só foi possível a compreensão dos conceitos após observações dos alunos do lado de fora da escola onde se pediu para que eles descrevem e desenhassem o que viam do caminho da escola tornando assim, uma aprendizagem mais eficaz para as crianças a partir de sua percepção do meio.
Cavalcante e Costella (2016, p.158) abordam que o conhecimento é construído a partir do ser humano, seu universo de experiência e da possibilidade de deixar-se aprender movido por desafios e inquietações. Compreendemos assim, que conhecer é muito mais que informar-se ou até mesmo comunicar-se, conhecer pressupõe comportamento e ações sobre o objeto e o meio.  

(RE) SIGNIFICANDO OS CONCEITOS: LUGAR, REGIÃO, TERRITÓRIO, REDE E PAISAGEM, EM AMBIENTE AO AR LIVRE NAS ESCOLAS DE CAMPO DO MUNICÍPIO DE CARPINA-PE (Introdução)


Com o objetivo de construir o conhecimento dos conceitos geográficos,  trabalhamos com a tendência contemporânea, a educação ao ar livre, visto que o laboratório da Geografia é o campo. Desde modo, construirmos uma relação com o mundo associada aos conhecimentos científicos numa interação dialética. Através do fomento PIBIC-PFA/UPE/2018, orientador, bolsista e grupo de estudos, construímos teorias,com reuniões quinzenais na Universidade de Pernambuco Campus Mata Norte,  visando a construção e aplicação de oficinas nas escolas de campo. Neste momento, foiconstruído um blog para divulgar  os movimentos  do nosso trabalho e os resultados. Como também foi construído um mapa da localização das escolas de campo no município no programa QGIS. Após essas construções aplicamos as oficinas nas escolas quemobilizou transformações.   Épertinente afirmar que a prática de educação ao ar livre voltada para as aulas de Geografia/Cartografia nas séries iniciais, é essencial no processo construtivo, transformando aulas lineares. Desta forma, alcançou-se a clareza sobre a importância da dialógica entre a Universidade e a escola .

3. AS OFICINAS

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